Capitulo único

O destino nas mãos

Capitulo único

"Aqui está.".

"O que é isto?".

"Tudo o que você quer saber.".

Ela olhou o pequeno envelope impecavelmente branco que o estranho velho lhe estendia.

"Abra este envelope e saiba tudo o que o destino lhe reserva. Não precisa mais ir a cartomante. É só ler. Nunca mais você será pega de surpresa, nunca mais terá dúvidas, ou ansiedade pelo que virá.".

Velho bêbado, ela pensou.

"Esta carta, Elisa, traz toda sua história. Onde trabalhará. Se você se casará, quando e com quem. Se terá filhos e quantos serão. Onde morará. Se se casará outras vezes, que rumos sua vida profissional seguirá, quando você morrerá e como. Esta carta diz tudo.".

Como ele sabe meu nome? E que estou indo a cartomante? Subitamente, o pequeno envelope parecia brilhar, tentador como uma linda maçã vermelha. Elisa estendeu a mão e o tocou, ávida. O envelope parecia líquido em sua mão.

"Mas, cuidado."- continuou o velho. "No momento em que você abrir o envelope, o seu destino se tornará imutável. Nada do que você fizer será capaz de mudar o que está escrito.".

"E... se eu não abrir?".

"Seu destino continuará uma incógnita e tudo dependerá de suas decisões. Simplesmente como é hoje.".

O velho soltou o envelope nas mãos frias de Elisa e se foi, assobiando. Elisa olhava para o envelope em suas mãos. Saber tudo e não poder mudar nada? Ou não saber nada e poder mudar tudo? Ou será tudo conversa de bêbado?

Ela não ousou abrir a carta.