Sonhar, acordar

Sonhar, acordar

Sonhar, acordar

Duas e meia da manhã e um café...
Clarice sonhava acordada, enquanto caminhava por seus próprios sonhos dos cafeeiros. Era caminhando que se colhia, a cada passo era uma nova energia renovada. Dormir realmente é bom, bem falava Thomas Mann, se lembrou. E eis que no sonho também surgia Thomas Mann, sentado numa mesa lendo Dom Quixote e oferecendo uma xícara esfumante desse líquido...
Ela acordava decepcionada por não ter dito nem uma palavra, afinal recusar um café era um crime! Ainda mais quando é uma oportunidade dessas: intelectual!