É Samba

É Samba

É Samba

Maria trabalha o dia todo e ainda tem que fazer a janta.


E é samba.


José com contas a pagar está sempre na corda bamba.


E é samba.


João que, por mais que cante, seus males não espanta.


E é samba.


Rita que chora política e sua sua luta, sofre, sangra


E é samba.


Ao Paulo, ao Roberto e à Samanta.


À Eliza, à Mariza e ao Saldanha.


Pra esse povo eu tiro o chapéu


E deixo o Cartola,


Pra ver com eles o sol nascer


Assim que a tempestade findar.


E deixo o Cavaquinho,


Pois mesmo quando a vida é espinho,


Nunca vai lhes machucar.


E deixo a Marrom,


Pois o samba não pode morrer


E não vai acabar.


Porque o lá de cima, você há de ver,


Está a sambar.